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CRIANÇAS E ESCOLA ONLINE EM TEMPOS DE PANDEMIA



No dia 16 de julho de 2021, foi publicada a obra “Covid-19 e a Comunicação”, livro organizado por Rodrigo Cássio de Oliveira, Daniel Christiano e Eliseu Vieira Machado Júnior, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Dentre os 19 capítulos do E-Book, tendo cada um sido produzido por diferentes autores, o Laboratório de Pesquisas da Comunicação nas Infâncias (LabGim) foi o responsável pelo capítulo 9, intitulado “Eu sou um herói de ganhar a vida que nem hoje”: distanciamento social, escola mediada e a experiência da criança”. Desenvolvido pela Professora Doutora Juliana Tonin, pelo Doutor Anderson dos Santos Machado e pelas Doutorandas Amanda Campos e Patrícia Ruas Dias, a produção integrou a obra trazendo a perspectiva da escola mediada pela modalidade online e sua relação para com a infância.


O capítulo busca sinalizar quatro caminhos de reflexão sobre as formas pelas quais as mediações tecnológicas podem configurar a experiência escolar da criança no Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Para isso, constituiu o corpus de análise o caso de uma criança de sete anos, estudante do ensino fundamental de uma escola privada de Porto Alegre, acompanhada diariamente através de uma intenção etnográfica em 2020. A Sociologia da Infância atuou como premissa para o entendimento da narrativa da criança, buscando tecer como ela participa do cenário educacional mediado pelas tecnologias digitais durante a pandemia.


“Em pouco tempo, a Covid-19 se tornou um ponto de inflexão, uma intercessão que afetou praticamente todos os povos do planeta” (p. 9). Essa frase, contida na apresentação do livro, explica a fragilidade deste momento que vivemos, o qual ficará marcado na história do mundo. Cada pessoa, em sua individualidade, sentiu os efeitos da pandemia de uma forma diferente, mas a verdade irrefutável é que as nossas vidas mudaram. Se colocada em perspectiva, entre as diferentes gerações, aqueles mais impactantemente afetados foram as crianças e os adolescentes, ambos em idade escolar. De um dia para o outro, crianças em fase de alfabetização precisaram ser tutoradas pelos pais, que tiveram a necessidade de assumir uma tarefa para a qual não estavam preparados. Ao mesmo tempo, brincar com os amigos, correr com liberdade, ir a festas e interagir socialmente foram práticas fundamentais ao desenvolvimento e equilíbrio imediatamente cortadas. “Benjamin (1984, 1994) valoriza a ação da criança ao compreender o conhecimento obtido pelos sujeitos em sua observação do mundo a partir da noção de experiência, sempre nova e única, como se faz toda incursão da criança em suas descobertas” (TONIN et al., 2021, p. 231), de forma que, como destacam aqui os pesquisadores do LabGim em sua reflexão, a descoberta é parte ativa do desenvolvimento escolar e pessoal. Por serem majoritariamente integrantes de uma vida vivenciada no meio social, portanto, crianças e adolescentes tiveram seu curso “natural” de vida e de educação fortemente afetados pelo Coronavírus.


A publicação, realizada por esse recorte de pesquisadores do Laboratório, é portanto relevante como ferramenta criadora de um espaço para desenvolvimento de pensamento crítico por parte do leitor em relação à educação na infância e suas particularidades. É também papel da pesquisa incentivar o diálogo e a aprendizagem, de forma que o LabGim propõe uma oportunidade de reflexão pela pesquisa.


O e-book pode ser acessado em: https://cegraf.ufg.br/p/33348-cegraf-ufg


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